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2º Encontro Walkers São Paulo – 02 de Junho no Ibirapuera

Por Rodrigo Maroto.

É com grande orgulho que convidamos todos os nerds de plantão, matadores de zumbis desde Resident Evil 1, a comparecerem ao 2º Encontro Walkers São Paulo!

O evento está se tornando referência para os fãs da série The Walking Dead e de toda a cultura zumbi! Você não pode faltar!

O Geek Vox apoia o evento, cuja primeira edição nos trouxe o convívio de pessoas maravilhosas e parceiros de fanatismo.

O 2º Encontro Walkers São Paulo irá acontecer neste sábado, dia 2 de Junho! No Parque do Ibirapuera. Haverão diversas gincanas e prêmios! Venha a paisana ou até mesmo caracterizado como zumbi ou personagens da série The Walking Dead!

Atenção: O evento ocorrerá na área coberta próxima ao Portão 7, acesso fácil pela Avenida República do Líbano!

Não deixe de confirmar e compartilhar a sua presença no evento do Facebook, aqui!
Mais informações em: www.facebook.com/apocalipsezumbi
Caso queira combinar de encontrar outros “zumbis”, acesse o Grupo Encontro Walkers São Paulo no Facebook, aqui!

 

[Videos] Porre Literário: Zumbis – Palestra de Alexandre Callari

Por Rodrigo Florencio.

Fala galera! Mais uma vez o Geek Vox, representado por este maluco que aqui escreve, esteve presente em um evento com a temática zumbi em São Paulo.

No dia 24/03 ocorreu o Porre Literário: Especial Zumbis! Este evento é organizado pela Karina Andrade, da rádio Fast 89 FM e teve como palco o Frans Café da Fnac na Av. Paulista.

O autor do livro Apocalipse Zumbi, Alexandre Callari foi o palestrante convidado e deu uma aula para os futuros sobreviventes que ali estavam.

Sem brincar, deveriam ter umas 100 pessoas ou mais apinhadas na cafeteria. Sucesso total!

O grupo criado no Facebook, Encontro Walkers SP mais uma vez demonstrou sua força e compareceu em peso na palestra! O Encontro Walkers, do qual os membros do Geek Vox fazem parte e divulgam com orgulho, ainda terão diversos eventos (próprios ou de terceiros) durante o ano. Se liga, é o grupo de fans da série The Walking Dead mais engajado do Brasil!

Tivemos a oportunidade de gravar grandes trechos da palestra do mestre Callari, ou Manes para os intímos (brincadeira, inventei isso), e apesar da dor nos braços, conseguimos colocar um conteúdo até então inédito em nosso canal do Youtube.

Sério, você não encontra material como este em outro lugar! Dica de sobrevivente!

Ajude a divulgar e não deixe de comprar o livro do Alexandre Callari: Apocalipse Zumbi – Os primeiros anos, da editora Évora.

Veja também as fotos do evento Porre Literário Zumbis! 

Videos:

Ufa! Quase 41 minutos de Apocalipse Zumbi, livros, filmes e táticas de sobrevivência? COMPARTILHE!!!!

Geek Vox #6 – Apocalipse Zumbi no Brasil

Falaaaaeeeee galera Geek!

Que orgulho chegar ao sexto episódio dessa brincadeira, que a cada dia fica mais séria! Isso mesmo, episódio número 6 do Geek Vox chega com um tema de UTILIDADE PÚBLICA!

O Apocalipse Zumbi no Brasil!

O AZ é a “moda” do momento, chegou a TV e agora é papo até no consultório médico. Mas os verdadeiros caçadores, que estão se preparando há séculos tem algumas dicas para você, afinal, o Apocalipse Zumbi no Brasil é diferente do que você assiste na FOX!!

Nesse episódio teremos o hunter dos hunters, aquele que provavelmente atingirá o maior score de mortes na cidade de São Paulo: Fabio Nanni do Zumbi Hunter!

Além dele, temos o nosso próprio “Blue Hand” do mundo dos mortos, Fabio Zonatto do Zumbiverso Nerd!
Agradecimento especial a Denise Zumbiverso! Que nos ajudou em um tema polêmico.

Agora pasmem! Não bastando toda essa galera, temos a participação da Fernanda Gomes do Nerds de Vestido!!! #TodosComemoram
Essa voz é inédita! Temos o orgulho de apresentá-la em um podcast!

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PROMOÇÃO!

Iremos sortear o livro Guia de Sobrevivência a Zumbis – Ataques Registrados, do Max Brooks! Serão 2 livros, um para o Twitter e outro para o Facebook! O dobro de chances de você ganhar!

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Ouça @GeekVox com @Zumbi_Hunter Siga-nos e concorra ao Guia de Sobrevivência Zumbi de Max Brooks http://kingo.to/1156 #RT para participar!

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  2. Clicar na aba Sorteios;
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E aguardar! O resultado das duas promoções sairá no dia 14/03 as 23hs!

RESULTADO!

SORTEADO NO FACEBOOK: FREDERICO S LACERDA

SORTEADO NO TWITTER : MARI SOUZA

Parabéns aos dois sortudos! E você que não ganhou, continue tentando! Geek que é Geek sempre “insere outra moeda” e tenta de novo!

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Mande seu feedback, correções, elogios, sugestões para feedback@geekvox.com.br

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Comentado no episódio:

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Não deixe de acompanhar o G.A.Z aqui no blog do Geek Vox. Esteja preparado, seja um sobrevivente!

Por Fabio Silenoz, convidado especial para o G.A.Z.

Direto do Zumbiverso Nerd (site completo sobre cultura zumbis que será lançado em breve) vem este que vos fala, FabioSilenoz, para auxiliar nosso amigo Rodrigo F. a instruí-los melhor sobre o fim dos tempos como nós os conhecemos. Esqueça Nostradamus e profecias de 2012 – quando a humanidade ficar face-a-face à extinção, não será a natureza a culpada.

Serão aqueles que outrora, trabalhavam conosco, encontrávamos no supermercado, que costumávamos chamar de vizinhos ou, muito pior, de amigos ou família.

Apocalipse Zumbi aproxima-se e temos que nos preparar. Pois quando os mortos caminharem e caçarem os vivos, pode ser tarde demais para começar a aprender.

Hoje vamos a uma lição muito importante, que será vital PRINCIPALMENTE quando o caos começar: Onde NÃO DEVEMOS procurar refúgio.

É muito fácil falarmos para que você estoque alimentos desidratados, enlatados e em pó, e que faça o mesmo com remédios e bandagens, pilhas e baterias, além de nossa inconfundível munição (se possuir uma arma de fogo); que tranque e bloqueie as portas e janelas e mantenha um rádio funcionando. Mas e se nada disso puder ser feito? E se estiver viajando quando a praga zumbi tomar conta da cidade?

E é isso que quero enfocar nesta lição. Você pode ter alguns bons lugares já em mente, mas provavelmente não conhece alguns fatos que poderiam tornar tais lugares verdadeiros túmulos comunitários – ou mesmo lancheiras para zumbis!

Só para constar, nenhuma dica aqui tem absolutamente nada a ver com qualquer credo ou crença. Até porque isso não fará diferença quando o fim dos tempos bater à porta da raça humana.

Vamos à lista dos 5 lugares a serem evitados numa situação de Apocalipse Zumbi, listados do menos para o mais perigoso dos lugares:

1 – Prédios Altos: Pode parecer óbvio que os últimos andares de grandes prédios no centro da cidade sejam grandes abrigos: É só bloquear as escadas de incêndio e manter o elevador desativado para ter um local seguro, praticamente impossível para uma invasão de zumbis. Mas sua segurança nas alturas é também sua tumba: Quando água encanada e energia forem cortadas e os suprimentos se esgotarem, como pensa em sair para buscar mais? Com certeza o prédio está invadido e repleto de mortos-vivos (você pode não saber, ainda que não esteja ouvindo gemidos ou ruídos dos andares inferiores, mas SEMPRE assuma que a situação é das piores) – então como pensa em chegar até o armazém mais próximo? Corredores apertados e vários apartamentos (ou baias de escritório) constituem infinitos lugares onde um zumbi pode estar parado, em silêncio, porém bem ativo. E no caso então de uma situação bem pior: Os zumbis forçarem e VENCEREM a barricada que você montou? Como vai fugir? Saltando pelo fosso do elevador ou pela janela? Péssimas idéias não? Todos estes pontos juntos – e muitos mais, acredite – tornam os grandes edifícios péssimos refúgios.

  2 – Shoppings Centers: George Romero e Zack Snyder nos ensinaram que grandes Shopping Centers podem tornarem-se paraísos para sobreviventes: comida em abundância, grandes caixas d’água com boa capacidade, garantindo água mesmo após a distribuição ser interrompida, drogarias inteiras à disposição, entretenimento garantido com lojas de brinquedos, jogos, música, etc., além de infinita gama de objetos para a construção de diversas armas e proteções que permitiriam até a idealização de excursões de reconhecimento pela vizinhança. Perfeito? Sim. E por que você acha que outras centenas de pessoas também não vão pensar nisso? Muitos serão aqueles que procurarão abrigo nestes locais – e quanto mais pessoas, maiores as chances de alguém estar infectado após o local estar selado. E não esqueça-se da natureza humana: pessoas discordam sobre tudo o tempo todo. Brigas internas, a formação de grupos que disputam recursos, racismo e preconceito – absolutamente TUDO será DUPLICADO pela alta dose de stress a qual todos estarão submetidos. Acredite, com a cidade dominada por zumbis, você não vai querer ter de gastar sua munição com outros sobreviventes.

 3 – Delegacias: Policiais armados e bem treinados, recursos e a boa proteção de uma delegacia. Estes são os principais atrativos, mas já aviso de antemão, serão completamente DESINTEGRADOS após o caos instalar-se. Os policiais mais altruístas ou os com família em outra cidade podem até permanecerem no distrito para continuarem a servir o povo, mas estes poucos não poderão defender um recinto lotado de sobreviventes desesperados. Não há tanto espaço e, muito menos, alimento. O arsenal também já deverá ter sido esgotado, ou estar bem próximo disto. E nunca se esqueça: Delegacias NÃO SÃO presídios, o que significa que suas paredes, portas e janelas – fora a adição de alguns trincos e grades extras – são locais tão resistentes quanto sua própria casa. Se sua residência tiver bons e altos portões e muros, grades nas janelas e trincos reforçados, esqueça os policias e seus armamentos – eles já terão muito com o que preocuparem-se se não cuidar de você e sua família e amigos.

  4 – Igrejas: Igrejas não são tão atrativas aos olhos de um sobrevivente desesperado, diga-se a verdade. Mas em alguns lugares, elas realizam serviços de caridade à comunidade onde estão instaladas, o que pode fazer com que o local surja em sua mente como bom para se pedir ajuda. Outra realidade é que muitas igrejas construídas recentemente podem parecer verdadeiras fortalezas, com grandes portões e paredes reforçadas. Bom, a verdade é: ESQUEÇA ESTES LUGARES. Você quer sobreviver, mas a verdade é que este será o refúgio para os que não estão mais preocupados com isto. Uma grande parte da sociedade é extremamente religiosa, e verão o Apocalipse Zumbi como o prometido fim dos tempos bíblicos que Deus estava já a muito tempo adiando. Eles não se importarão mais com o que acontecerá, apenas querem rezar/orar e prepararem suas almas. Mas também haverão os que realmente pensam ser um bom abrigo, e estes podem acabar conflitando com os religiosos ali presentes, o que nos leva ao mesmo problema dos Shopping Centers. É triste, mas é verdade: Você não terá tempo de convencer ninguém (ou quase ninguém) lá de que devem reforçar as entradas ou quebrar bancos e imagens para construírem armas ou barricadas. Deixe que eles encontrem sua paz enquanto você procura sua segurança – longe dalí, preferencialmente.

 5 – Hospitais: Sem dúvidas o PIOR lugar para buscar refúgio. A realidade: NINGUÉM vai tomar de início que uma vítima de uma mordida infringida por outra pessoa estará infectada e condenada. Irão tratar como um ferimento comum. Quando as próximas 10/15 vítimas derem entrada nas mesmas condições, os médicos e autoridades PODERÃO começar a desconfiar de algum surto de raiva ou psicose entre a população local. Quando a febre instalar-se, eles internarão as vítimas em enfermarias e lhes aplicarão remédios e mais remédios – os quais eles não terão idéia serem inúteis. Quando o primeiro morrer e reanimar-se, outros já estão fazendo o mesmo, ou então, estarão muito próximos disto. Resumindo: Os Hospitais serão verdadeiras “colméias” de zumbis. As vítimas atacarão a equipe médica, policiais e outros pacientes. Em breve, todos terão sido infectados ou coisa ainda pior. NADA – nem medicamentos, aparelhos médicos ou qualquer outro suprimento – será bom motivo o suficiente para fazê-lo aventurar-se em um hospital. Se souber haver algum nas proximidades inclusive, tente descobrir quantos estão vagando ao lado de fora do prédio. Sendo poucos, encontre pesadas correntes, cadeados e barras de ferro, reúna um grupo e vá até lá para bloquear TODAS as saídas do Hospital. Aquilo será uma mortalha sem esperanças, e você quer que eles fiquem lá mesmo.

Então é isso galera. Espero ter sido este o primeiro de outros capítulos neste guia que contribuí. Mantenham-se sempre atualizados e lembrem-se: informação AINDA pode salvar centenas de vidas!

Grande abraço!

Por Fernanda Gomes, convidada especial no G.A.Z.

Amigos geeks que serão os futuros sobreviventes ao extermínio da raça humana, neste capítulo do Guia do Apocalipse Zumbi teremos um conto emocionante, escrito pela querida Fernanda Gomes.

Fernanda Gomes faz parte da equipe do site Nerds de Vestido e coloca a prova todo seu lado sombrio nesse enredo que pode apodrecer o coração dos mais fracos!

Imagem utilizada é do jogo Last Of Us, pois acredito ilustrar bem o que seria para uma garota sobreviver nesse mundo!

Nada mais a perder

Rio de Janeiro – 21 de dezembro de 2012
Ouço gritos… Pessoas correndo… Crianças chorando… Estou correndo mas não sei para onde, a noite não tem lua e a rua está escura… Entro em um galpão abandonado, mas eles estão atrás de mim e sabem onde estou… Não sei quem são, não consigo vê-los, só escuto grunhidos estranhos se aproximando cada vez mais. Cheguei em um beco sem saída, não tenho mais para onde ir e eles estão chegando. Encosto na parede, já dá para senti-los cada vez mais próximos de mim… Não há nada mais que eu possa fazer, então fecho os olhos com força esperando que tudo acabe logo… Alguns segundos se passam e nada acontece, abro os olhos e estou deitada na cama do meu quarto. Ufa… Foi só um pesadelo…
Olho para o relógio e ainda são 3:32h da manhã, levanto, vou até a cozinha beber um pouco d’água, mas algo me chama a atenção, a rua está muito quieta, mais do que o normal. De repente uma batida, vou até a janela e vejo que um carro acabou de bater em outro no meio da rua, mas não dou muita importância, afinal aquela é uma curva perigosa e sempre acontecem acidentes, pensei que poderia ser mais um playboy babaca que encheu a cara e estava correndo pela rua e não conseguiu fazer a curva, mas algo estranho sai do carro, a pessoa está gemendo, cambaleando estranhamente, penso “Será que está ferido?”, a estranha figura cambaleante vai até o outro carro, abre a porta, puxa o motorista e faz algo que não consigo ver, o cara grita desesperadamente, o que será que está acontecendo?
Outros gritos desesperados podem ser ouvidos ao longe, fico assustada mas volto para o meu quarto tentar dormir e esquecer aquele terrível sonho. No caminho passo pelo quarto dos meus pais e ambos estão dormindo, aparentemente está tudo bem. Deito-me, a TV está ligada, fecho os olhos tentando dormir, mas os gritos voltaram, estão cada vez mais próximos, pessoas correm pela rua gritando em desespero, mas prefiro ficar na cama, não quero saber o que está acontecendo… Depois de muito custo durmo, mas em poucas horas sou acordada pela minha mãe, desesperada dizendo que algumas pessoas estão desmaiadas na rua, cheias de marcas estranhas, pedaços do corpo faltando e ninguém sabe o que aconteceu.
Curiosos cercam os corpos na rua, eu e meus pais assistimos toda a cena da varanda até que um dos corpos começa a se mexer, emitindo gemidos e grunhidos estranhos e então se levanta, cambaleante e completamente torta a pessoa não parece estar bem e vai andando em direção a uma mulher que estava olhando, ela, esperando que a pessoa viesse pedir ajuda ou amparo, estendeu os braços, mas aquela coisa não estava querendo amparo… Em um movimento súbito ele puxou o braço da moça e deu uma mordida arrancando parte da carne e da pele e começou a comer. Todos da rua entraram em desespero, começaram a correr para tentar salvar a mulher, mas já era tarde de mais… Já estava começando…
Outros corpos começam a se levantar e correm atrás de outras pessoas e as atacam, meus pais não entendem o que está acontecendo e entram em desespero. Depois de muitos anos vendo filmes e séries, acho que já sei o que houve, mas não esperava que isto poderia acontecer… O Apocalipse Zumbi começou… Será que os Maias imaginaram que o fim seria assim? Bom, o que nos resta agora é tentar sobreviver em meio ao caos que a cidade logo vai se tornar…
Digo aos meus pais para saírem da varanda, trancarem as portas e para ficarem preparados para tudo. Os oriento a arrumar uma mochila, com algumas roupas, suprimentos, lanternas, baterias, utensílios, binóculos, medicamentos e tudo mais que for necessário para sobrevivermos em uma fuga. Peguei meu celular e já o coloquei dentro da bolsa junto com aquele carregador manual de celular que era vendido na TV, e minha mãe que dizia que esse treco não ia servir para nada… Bom, agora é a hora de usá-lo, pelo menos teremos como ouvir notícias no rádio, procurar mapas e informações que podem ser necessárias para nossa sobrevivência.
E assim começa essa história, uma saga sem final definido, não sei se vamos sobreviver para saber o que causou tudo isso, nem mesmo sei para onde vamos, mas garanto que não vou desistir sem lutar, antes de morrer tenho que pelo menos estourar a cabeça de um zumbi, afinal, já que a vida é incerta, o melhor a fazer é tentar se divertir um pouquinho.

Rio de Janeiro – 31 de dezembro de 2012
Dez dias se passaram desde que tudo começou, na TV a programação normal não existe mais, apenas uma mensagem gravada da presidenta informando para todos os cidadãos sadios se dirijam aos postos montados nos batalhões da Marinha em cada estado, aqui no Rio de Janeiro tais postos se localizam no centro da cidade. Apesar dos meus apelos para nos juntarmos a mais pessoas saudáveis e aumentar nossas chances de sobrevivência, meus pais não quiseram sair de casa e agora estamos aqui, ilhados sem saber o que fazer…
Nossos suprimentos estão acabando, o supermercado mais próximo que talvez ainda tenha alguma comida fica há cinco quadras daqui e não sabemos se a área está segura, mas em algum momento teremos que ir até lá. Já estamos perigosamente ficando sem comida, produtos de limpeza e de higiene, precisamos urgentemente ir ao mercado tentar achar algo…
Mas antes de sair precisamos nos preparar para qualquer imprevisto, quem sabe se conseguiremos voltar para casa depois? Bom, vamos arrumar três mochilas: uma com roupas, outra com medicamentos e tudo mais que será necessário para sobrevivermos e uma para a comida, cada um leva uma, mas por precaução todos terão um pouquinho de cada coisa em suas mochilas, além de lanternas e velas em caso de termos que nos separar. Mochilas arrumadas, agora está na hora de descansar bem para um longo dia.

Rio de Janeiro – 01 de Janeiro de 2013
Finalmente amanheceu e depois de uma péssima noite de sono está na hora de sair, mas não posso esquecer-me de algo muito importante: uma arma para arrebentar a cabeça de qualquer zumbi que aparecer no meu caminho, mas só tem um pequeno problema… Não tenho nada! Sem taco de baseball, cano de ferro, besta, arma de fogo, catana, nada… Só me resta improvisar e a melhor ferramenta que consigo pensar é minha guitarra, é pesada, me dá uma certa distância para bater, talvez não dure muito tempo, mas pelo menos umas três cabeças ela consegue estourar, vai ser bom levar para uma emergência se não der para correr.
Mesmo morando no terceiro andar de um prédio de quatro andares é preciso ter um pouco de cuidado para chegar até o estacionamento subterrâneo, não dá para saber se há zumbis pelos corredores. Uma olhada no olho mágico, tudo parece seguro, abrimos a porta com todo o cuidado para não fazer barulho. Vamos descer pelas escadas para evitar surpresas quando a porta do elevador abrir na garagem. Estranho… Tudo parece tranquilo demais… Chegamos à garagem sem problema algum até que, quando estamos chegando perto do carro ouvimos alguns grunhidos, olhamos para trás e três vizinhos estavam parados perto da porta do elevador, não dá para ver se eles estão bem ou se são zumbis. Meu pai fala com eles, o que desperta a atenção do grupo, que não responde, apenas geme e começa a andar em nossa direção. É, parece que eles são zumbis… Meu pai imediatamente abriu as portas do carro com o controle do alarme e conseguimos entrar correndo a tempo, mas ainda não estamos seguros, eles estão batendo nas janelas desesperadamente, meu pai consegue arrancar o carro e sair da garagem arrebentando o portão e deixando aquelas criaturas para trás caídas no chão.
No caminho até o mercado vimos mais cenas aterrorizantes, dezenas de zumbis vagando pelas ruas… Por mais que não queira olhar me vejo hipnotizada por aquela situação, pessoas até pouco tempo atrás comuns, saudáveis, vivendo suas vidas normalmente até que algo acontece e em apenas um dia tudo muda e de repente você não sabe mais quem é seu inimigo, quem está saudável e quem pode te machucar, e quando menos se espera você é o próximo a virar uma dessas coisas…
Chegamos ao mercado, aparentemente tudo está calmo, sem nenhuma movimentação estranha. Paramos na porta e entramos tentando não fazer barulho, tudo está uma bagunça, gôndolas reviradas, coisas jogadas no chão, lixo e restos de comidas podres, mas parece que ainda tem um pouco de comida em bom estado.
Para agilizar um pouco, nos separamos, meu pai vai para a parte onde se encontram bebidas em busca de água e isotônicos e eu e minha mãe vamos para outra parte onde antes ficavam comidas enlatadas e não perecíveis. Aos poucos vamos conseguindo encontrar algumas latas de milho, ervilha, pacotes de biscoito, pasta de dentes, desodorantes e afins.
Como sempre tudo parece calmo e tranquilo, mas em um mundo assim as aparências enganam… Enquanto minha mãe pegava algumas coisas na gôndola algo apareceu do outro lado e que surpresa, era um zumbi… Com o susto acabamos empurrando a gôndola, que caiu sobre o zumbi imobilizando-o, mas não esperávamos pelo que estava por vir, outros seis zumbis estavam atrás daquela gôndola e não foram atingidos por ela.
Como já era de se esperar, o grupo começou a andar em direção a ela prontos para ataca-la, rapidamente peguei minha guitarra pelo braço, a coloquei acima da cabeça, corri em direção ao zumbi que estava mais perto dela e bati na cabeça dele, estourando a cabeça do desgraçado na hora, mas o braço da guitarra começou a rachar… Ainda restavam cinco que vinham em nossa direção, mais uma vez repeti o movimento nos outros dois zumbis mais próximos e a guitarra ficou por um fio, mais uma pancada ela iria desmontar, outro zumbi veio rápido em nossa direção, foi a última pancada que minha guitarra conseguiu proferir… Só o seu braço permaneceu em minhas mãos e ainda restava um que, enquanto batia nos outros conseguiu chegar até minha mãe e estava agarrando o braço dela, que se debatia tentando se defender, peguei o resto do braço da guitarra e cravei na cabeça dele, que a soltou e caiu na hora, mas parece que não atingi no lugar certo e ele voltou a nos atacar… Ao ouvir o barulho ao longe meu pai veio correndo para nos socorrer, sem qualquer arma eficaz em mãos acabou pegando uma lata de pêssegos em calda que encontrou no caminho e quando já estava quando impossível continuar nos defendendo daquele bicho ele finalmente chegou e conseguiu esmagar a cabeça do zumbi.
Ufa… Depois de um momento de adrenalina pensávamos que tudo ia ficar bem, mas aquele suspiro de alívio veio cedo de mais… Parece que o barulho das gôndolas caindo e toda a movimentação chamou a atenção de mais zumbis… Quando olhamos para trás tinham pelo menos 15 daquelas coisas nos cercando e estávamos sem armas para nos defender… Meu coração voltou a acelerar, as mãos suadas começaram a tremer e por um momento fiquei sem reação enquanto aquelas coisas chegavam em bando cada vez mais perto… Começamos a nos desesperar e meu pai nos puxou pelas mãos e começamos a correr na direção oposta para tentar sair do mercado, mas outros grupos de zumbis estavam no caminho e de repente nos vimos cercados… E agora, o que vamos fazer?
Comecei a olhar para o chão tentando encontrar algo para nos defender, a única coisa que encontrei foi uma cadeira, bom, vai ter que ser isso mesmo. Peguei a cadeira e parti para cima dos zumbis tentando abrir um espaço para passarmos e sairmos daquele lugar enquanto meu pai cuidava para que os zumbis que estavam atrás da gente não conseguissem nos machucar, quando consegui abrir um caminho ouço gritos atrás de mim, me viro e levo um susto, um zumbi estava atrás de mim pronto para me atacar… Sem qualquer arma nas mãos meu pai agarra o bicho tentando jogá-lo no chão e me salvar, mas aquela coisa acaba conseguindo se desvencilhar de seus braços e o morde… Minha mãe em desespero correu para tentar ajuda-lo, mas antes que pudesse impedi-la ela já estava tentando tirar o zumbi de cima do meu pai, mas não conseguiu fazer nada e ainda acabou sendo mordida…
Quando cheguei perto para tentar fazer alguma coisa já era tarde demais, já tinham sido mordidos…  Meu pai, reunindo suas últimas forças gritava para que eu fugisse e tentasse me salvar, por alguns segundos não conseguia me mexer olhando aquela cena aterradora enquanto algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Quando finalmente consegui recuperar a consciência corri para tentar sair do mercado, no caminho encontrei um cano de ferro no chão, uma alternativa muito melhor para me defender do que uma guitarra ou uma cadeira. Peguei o cano e continuei correndo sem rumo pela rua do mercado, mas para onde eu poderia ir? Que lugar poderia ser seguro antes de tentar chegar ao centro da cidade? O único lugar que me vem à mente é o quartel do corpo de bombeiros e a delegacia de polícia que ficam um ao lado do outro há três quadras de onde eu estou. Sei que estes não são os melhores locais para encontrar ajuda ou alguma arma de fogo a aquela altura e em situações como estas, já que provavelmente tudo que estava lá já foi levado embora e não deve ter mais ninguém lá, mas não custa nada tentar.
No caminho encontro zumbis vagando sozinhos, caso me ataquem conseguirei me defender, mas o melhor que posso fazer é continuar correndo e me escondendo atrás dos carros na rua. Mas sabe, quando se passa por uma situação tão dramática que você não consegue mais sentir o suas pernas e braços, e seu corpo passa a agir no modo automático? Bom, é assim que estou, só consigo ouvir minha respiração, sentir algumas lágrimas tímidas que insistem em escorrer pelo meu rosto secando ao vento e o barulho dos meus passos no chão, e por mais perto que a delegacia e o corpo de bombeiros ficassem do mercado parecia uma distância absurda e que não chagaria nunca… Até que finalmente chego.
Entro primeiro na delegacia que está completamente revirada, cadeiras, mesas, papéis e objetos espalhados no chão, parecia que uma bomba tinha explodido lá. Depois de andar alguns minutos não encontrei nada e nem ninguém… Melhor correr para o corpo de bombeiros, quem sabe encontro algum sobrevivente por lá.
Ao entrar no corpo de bombeiros ouço alguns barulhos, melhor não gritar perguntando se tinha alguém por ali justamente para não chamar a atenção de qualquer zumbi que estivesse por perto. Continuo seguindo o barulho entrando pelos corredores pouco iluminados, o barulho está cada vez mais perto, parecem pessoas falando, será que são sobreviventes? Finalmente chego até uma porta, acho que o som está vindo daqui, me aproximo para ouvir melhor, realmente são pessoas falando. Com meu cano em mãos preparada para qualquer problema bato na porta perguntando se tem alguém lá dentro, de repente tudo ficou silencioso, levo a mão à maçaneta tentando abrir a porta, mas ela está trancada, bato mais forte perguntando se tem alguém lá dentro, ouço passos de alguém se aproximando da porta, me afasto e quando a porta abre logo sou surpreendia com um homem apontando um revólver para o meu rosto. Logo peço para ele ficar calmo, só quero ajuda. Após me olhar dos pés à cabeça ele abaixa a arma e fala para que eu entre rápido e logo tranca a porta.
Ao entrar me deparo com uma sala relativamente grande, com camas improvisadas, uma TV e um rádio ligados e mais três pessoas: uma mulher, uma criança e outro homem, que me olhavam desconfiados. O homem que atendeu a porta está parado ao meu lado e me pergunta se fui mordida, digo que não, mas parece que ele não acredita e pede para que eu coloque minha mochila no chão e vire, e novamente me olha de cima a baixo procurando algum rastro de machucado ou sangue. Ainda com um tom ríspido ele pergunta meu nome, respondo prontamente, também pergunto seus nomes, ele diz que se chama Sargento Antunes e é um membro do corpo de bombeiros, o outro homem se chama Carlos, um policial militar, a mulher se chama Ana e a criança (de aparentemente sete anos), Gabriel, era seu filho.
Depois de uma recepção tensa o Antunes me oferece um pouco d’água e pergunta como consegui chegar até aqui, conto o que aconteceu no mercado com meus pais e minha fuga. Pergunto a ele porque ainda estão aqui se no centro há postos de emergência montados pela marinha? Segundo ele parte dos bombeiros e policiais teve que ficar no batalhão para colocar ordem na população e guia-la para um local seguro e em meio ao caos eles foram os únicos que restaram, agora só estavam esperando o momento certo para conseguir ir aos postos de emergência e depois de alguns dias ilhados no corpo de bombeiros. O dia planejado para a jornada era o de amanhã e parece que cheguei na hora certa para tentar chegar aos postos.

Rio de Janeiro – 02 de Janeiro de 2013
Depois de passar a noite ansiosa para ir a um local seguro quase não consegui dormir, mas finalmente o dia amanheceu. Mochilas prontas, armas carregadas e munição extra a mão, vamos até o pátio do corpo de bombeiros e pegamos uma viatura para conseguir chegar lá mais rápido. Sabemos que em determinada altura do caminho teremos que seguir a pé, pois provavelmente as ruas estarão congestionadas com carros abandonados.
Depois de 30 minutos de viagem chegamos ao centro, mas ainda temos um longo caminho até chegar aos postos, principalmente porque teremos que fazê-lo a pé… A Av. Presidente Vargas está completamente fechada, saindo do carro consigo ver a dimensão do problema que a cidade está enfrentando… Centenas de carros vazios abandonados parados de qualquer jeito no meio da rua, pode-se até para imaginar o quanto as pessoas estavam desesperadas em busca de ajuda…
Aparentemente não há perigo algum, por precaução Antunes sobe no teto do carro e olha através do binóculo o caminho que teremos que percorrer verificando se está seguro. Ao longe ele consegue avistar alguns zumbis, mas são poucos, podemos passar por eles sem muitos problemas.
Sem perder tempo pegamos nossas coisas e vamos em frente para tentar chegar o mais rápido possível. Passamos em meio aos carros tentando fazer o mínimo de barulho possível, faltando mais ou menos uns 150m para chegar aos galpões onde ficam os postos, todo cuidado cai por terra quando Gabriel bate em um carro por acidente, o alarme dispara na hora. É… Agora vai ficar complicado…
De repente e de lugares que nem imaginávamos começam a brotar aquelas criaturas, que vem como loucas atrás do barulho, começamos a correr desesperados para tentar chegar aos galpões, mas um número muito grande de zumbis começava a se reunir a nossa volta, o desespero começava a aumentar.
Chegamos perto de um galpão aparentemente vazio e somos cercados… Antunes e Carlos imediatamente pegam suas armas e começam a atirar naqueles bichos, mas parece que nada adiante e que a cada segundo surgem mais. Com o barulho dos tiros Gabriel não parava de chorar e sua mãe tentava desesperadamente protege-lo, o pegou no colo e tentou se esconder atrás de algumas caixas grandes perto de uma parede. Os tiros já não adiantavam mais, não temos mais o que fazer, eles já invadiram o galpão…
Começo a correr sem rumo, e ouço Ana gritando ao fundo e o choro cada vez mais fraco de Gabriel. Os passos de Antunes e Carlos correndo atrás de mim começam a ficar mais fracos e distantes e em pouco tempo não os ouço mais… Eles estão chegando, mas não tenho mais para onde ir, estou em um beco sem saída… Eles estão próximos, já consigo ouvir seus grunhidos a poucos metros de mim… Não tenho mais para onde correr… Não consigo vê-los, o galpão está muito escuro, mas consigo senti-los cada vez mais próximos… Não há mais nada que possa fazer… Encosto na parede e apenas fecho os olhos com força esperando que tudo acabe logo…

Geek Vox #1 – The Walking Dead

Falaeee Galera! Bem vindos ao primeiro Geek Vox!

A série que trouxe o terror do Apocalipse Zumbi ao horário nobre americano, agora devidamente comparada com suas HQs e estraçalhada pelos podcasters mais sangrentos da net!

Fechem-se em seus abrigos, carreguem suas shotguns e aumentem o volume!

Mande seus comentários para feedback@geekvox.com.br e possivelmente ele será lido nos próximos podcasts!

 

OUÇA TAMBÉM: Geek Vox #6 – Apocalipse Zumbi no Brasil

 

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Por Rodrigo Florencio.

Estou de volta com mais uma postagem do G.A.Z, só que hoje ela será um tanto diferente. Este post não terá um experimento prático de defesa contra zumbis, como aconteceu no post sobre a Maisena Explosiva ou do Martelo Calibre 12.

Como acredito que a melhor forma de se aprender é através da experiência “vivida” e como este Guia tem a pretensão de tornar-se um livro (em algum momento futuro), resolvi hoje focar na narrativa de um conto sobre zumbis.

Espero que gostem e aguardo ansiosamente por retornos e dicas nos comentários!

Guia do Apocalipse Zumbi – O apartamento 42

No centro da cidade não havia movimento. Até mesmo o ar no final daquela tarde abafada parecia ter deixado de circular entre os carros abandonados pela avenida principal. Escondendo-se entre os prédios, o Sol já indicava sua partida tardia, no que costumava ser chamado “Horário de Verão”.

Passos coordenados contornavam silenciosamente os carros em direção a fachada de um prédio residencial. Ao que aparentavam ser, homens de uma força policial de elite, totalmente cobertos com grossos coletes pretos, joelheiras e até mesmo capacetes com grandes viseiras de um plastico rígido, caminhavam sincronizados até a portaria do edifico Alvorada 2.

O portão de acesso para veículos estava totalmente aberto. Um lance de degraus e já se avistava a recepção, escura e abafada.

Caminhando em V, com o líder na frente e dois outros homens caminhando logo atrás, a equipe tática progrediu na escuridão empunhando submetralhadoras de calibre baixo mas alto poder de disparos por segundo.

Os homens acenderam suas lanternas, acopladas na parte de cima de suas armas e começaram a vasculhar. Logo, o sujeito próximo as caixas postais chamou a atenção geral.

Iluminada pela lanterna do homem, na parede, uma pequena placa de metal prateada tinha o número 42 gravado.

A porta da escada de emergência rangeu mais do que se esperava quando empurrada vagarosamente pelo líder tático. Os dois outros passaram voando por ele e se postaram defensivamente antes de iniciar a subida.

Eles levaram 30 minutos para concluir a subida, sendo rigorosamente cautelosos a cada porta de andar aberta que encontraram pelo caminho. Logo, estavam de frente para a última porta “Acesso a Cobertura – 42”.

Havia muita tensão no ar. Aqueles homens estavam ali por um motivo que desconhecemos neste momento. Tamanha confiança e objetividade, até mesmo  hierarquia eram noções a tanto perdidas neste mundo devastado.

Não há tempo para discussões morais. A equipe tática já havia avançado, deixando apenas escuridão e nossas dúvidas para trás.

A porta do apartamento 42 estava logo a frente. Um dos homens já trabalhava em sua fechadura com um pequeno e brilhante maçarico portátil. A fechadura cedeu facilmente.

Entrando no apartamento, o cheiro podre do corredor parecia sumir. Algo como uma brisa leve e refrescante era sentida atravessando a grande sala de pouca mobília. Apenas um sofá branco de 5 lugares em um canto e uma grande mesa de vidro do outro lado. Nada mais naquela grande sala de uma cobertura no centro.

O ambiente tinha muitas portas, ao que havia contado rapidamente, três a esquerda dos homens, duas a direita e duas outras a frente, além de um corredor muito escuro para se saber detalhes por enquanto.

Uma busca cautelosa nas portas da direita e esquerda da sala não deram em nada, a não ser outras salas, só que desta vez abarrotadas de móveis, cadeiras sobre cadeiras e roupas jogadas pelo chão.

Com um sinal de mão o líder tático ordena o avanço ao corredor. Nada mais gelado do que o ar agora tocava o rosto dos homens, ainda que em sua maior parte coberto pelo plástico de suas viseiras.

Uma única porta e não só por isso, distinta, apontava no final do corredor. Era de metal, claramente segura e reforçada. O painel biométrico a sua direita parecia ter sido quebrado propositalmente. Logo, o maçarico voltou a trabalhar.

Após mais de duas horas de trabalho no maçarico, finalmente o homem de cabelos escuros, que agora já havia retirado seu capacete devido ao calor da tarefa, encerrou a chama e acenou aos dois.

“Precisamos do Doutor vivo, qualquer outra… coisa… que estiver ai… matem” disse o líder tático agora empunhando sua Glock, deixando sua submetralhadora repousando, pendurada na altura de seu peito.

Com dificuldade a porta de 15 centímetros de espessura se moveu e bateu contra a parede. O estrondo fez com que todos sentissem a espinha estalar, talvez por frio ou talvez pelo mais puro e genuíno medo que é acometido a homens de frente na guerra.

Sentado, sozinho em uma cadeira de aço inox no meio desta sala branca, lembrando muito um hospital, estava um senhor de idade, vestindo um avental preto, parecia ter dificuldades para respirar. Os homens analisaram a cena por alguns instantes. Um choque de adrenalina percorreu as veias daqueles soldados, não havia tempo a perder. Em sua mão direita, o velho ofegante tinha um aparato que lembrava um controle. Seu dedo retorcido repousava sobre um botão. Aquele velho sorriu, talvez a última vez em sua vida. Um disparo rompeu o silêncio. Estamos em choque. Você está em choque. O velho, esta morto. Um furo entre seus olhos, quase menor que uma moeda nem ao menos respinga sangue. Mas seu dedo já retorcido deixou está vida totalmente pressionado em um botão do controle.

“Doutor… você condenou a todos nós” – disse o líder tático já com a Glock abaixada.

Não foi preciso ordenar a retirada dos outros dois soldados. Eles viraram prontamente e correram. O capitão permaneceu parado, apenas mexendo em seus bolsos.

“Vai vai vai” gritava um dos homens enquanto rompia pela porta da escada de emergência.

Dentro do laboratório, o capitão havia achado o que procurava. Um maço de cigarros.

Retirou seu capacete, soltando-o para trás no chão. Colocou o cigarro de filtro marrom na boca. Seu rosto suado, olhos plácidos, com uma espécie de calmaria “zen” equivaliam a de um condenado a forca ao saber de seu fim irremediável.

Acendeu o cigarro. Tragou forte. Soprou a fumaça na própria ponta do cigarro enquanto encarava a maravilha que o fumo enrolado havia lhe proporcionado. Estava pronto. ELES TAMBÉM.

No fundo da sala, um monitor led piscava com os dizeres “Liberado”.

Uma figura humana irrompeu de uma porta dupla, não vista antes do fundo da sala. O “homem” andava vagarosamente, parecia estar carregando algo nas costas, não dava para saber ainda o que era. De um estado aparentemente letárgico, o homem se tornou alerta assim que passou próximo ao corpo do Doutor morto.

Logo, a figura já não era tão humana. Enquanto debruçava-se sobre o corpo do velho, a criatura revelou sua “carga”. Atrás de seu corpo, havia algo costurado a ele. Uma cabeça costurada a sua cabeça. Um outro homem, mas este sem o maxilar, totalmente arrancado até o inicio do que seria o torax. A criatura ainda tinha lingua e os dentes de cima, e agora contorcia-se. Era apenas uma cabeça presa a uma coluna vertebral com o tronco semi aberto. Não tinha pernas. Estava costurado ao tronco do outro ser, de pele cinza e aparentemente flagelada.

A criatura sentou-se em cima do velho para que sua carga preciosa pudesse começar desfigurar o rosto do cadaver. Enfiou seus dedos ávidos nas orbitas oculares e arrancou os olhos da vítima. Partiu dali puxando com toda força o maxilar, que se rompeu e rasgou toda a garganta até expor as cordas vocais.

O hospedeiro olhava atentamente para o capitão, que agora já havia terminado seu cigarro e olhava com nojo a criatura. Ele seria o próximo. E todos os outros sobreviventes na cidade também seriam vitimas dessa coisa. Não bastassem os zumbis comuns, agora homens insanos ao redor do mundo pareciam brincar com a genetica desoladora do Apocalipse Zumbi.

Aquilo não sairia dali. Não está noite.

Os dois soldados finalmente chegaram a recepção e aos tropeços atravessaram o portão rumo a calçada. Não houve muito tempo para reagir. Uma explosão no último andar do prédio lançou um arco de escombros por toda a fachada do prédio. Os homens se protegeram como puderam. Choveu sangue e pedaços de corpos. Não havia mais o que fazer ali.

“Alvo destruído, não retornaremos com o Doutor…” se entreolharam por poucos segundos, com pesar nos olhos. O soldado com o rádio continuou o relatório. ” … o capitão também não retornará conosco. Câmbio”.

 

por Rodrigo Florencio

Miguel caminhava apressado entre as prateleiras do supermercado. Muitas estavam caídas, assim como alguns suportes de iluminação. Haviam caixas de cereais, biscoitos e muito liquido pelo chão, tornando a busca por alimentos ainda mais difícil. Era perigoso, mas extremamente necessário. Miguel sabia que sua mãe doente e os dois irmãos menores não sobreviveriam sem suas empreitadas por comida.

Era para ser entrar e sair. A mochila já tinha alguns acendedores de fogão, daqueles compridos, biscoitos e até atum em lata. Foi quando o menino ouviu passos vindos de todos os lados. Estava andando entre eles e nem havia percebido. Fora empurrado para um canto. Já podia vê-los chegando. Eram cinco. Vasculha rápido a mochila. Pega o acendedor. Ilumina o chão… Há várias caixas… de… MAISENA!

Guia do Apocalipse Zumbi – Maisena Explosiva

Mais um post para nosso guia definitivo para a sobrevivência aquele que acredita-se ser o destino final da humanidade! O Apocalipse Zumbi! Quando os mortos não ficarão mais em suas covas e virão atrás de sangue e cérebro!

IMPORTANTE: Nunca é o bastante alertar – NUNCA REPRODUZA OS ITENS DESCRITOS NESTE GUIA! NÃO NOS RESPONSABILIZAMOS POR POSSÍVEIS DANOS, PREJUÍZOS, PERDA DE MEMBROS, MORTES OU PARALISIAS. SÓ USE EM CASO DE APOCALIPSE ZUMBI.

Este post foi inspirado totalmente em um video do Blog Manual do Mundo, feito por Iberê Thenório. Vale muito a pena conferir os diversos videos que eles postam!

No video abaixo, o Manual do Mundo ensina como utilizar Maisena (Amido de Milho) para cuspir uma bola de fogo! O mais legal é que, diferente de álcool ou gasolina, o risco de a bola de fogo voltar em seu rosto é muito menor.

Veja e não deixe de curtir outros videos do Manual do Mundo:

Descubra o que aconteceu com Miguel no Supermercado…

O menino abriu desesperadamente a caixa amarela de amido de milho e não tardou a enfiar uma grande quantidade na boca. Levantou rindo, com um ar irônico e extremamente tranquilo para uma situação como aquela. Poderia ser digno de Hollywood se não fosse por sua cara branca, toda suja de maisena.

Os pares de braços putrefatos romperam da escuridão em meio a gemidos… Um estalar do acendedor de fogões… Uma grande “cusparada” de Maisena… Uma bola de fogo se expande no ar a frente…

Os mortos ainda não estão mortos, mas estão fora do caminho. A saída do supermercado está logo ali.

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Por Rodrigo Florencio

Simon não teve muita sorte ao romper entre a legião de zumbis que cercavam o bar. Na confusão, um dos mortos conseguiu puxar a mochila de suas costas, derrubando sua lanterna e alguns flares que estava guardando. “Melhor do que levar uma mordida” – esbravejou ao fechar a porta metálica.

O bar estava bastante escuro, mas estranhamente não tinha aquele cheiro podre de mortos no ar, algo que levava a crer que o local já estivesse trancado quando as mortes começaram. Simon começou a vasculhar o balcão, mas sem sorte, encontrou apenas um martelo, fita adesiva, uma faca pequena e alguns cartuchos de espingarda calibre 12.
” Encontrar a Shotgun junto seria pedir demais Deus?”. Sorriu. Mas não por muito tempo. Do escuro, quase como que conjurada do inferno, uma mesa foi lançada na direção do rapaz, que teve pouco tempo para pular. “Porra, um BigFoot!!”.

O morto vivo saiu da penumbra, babando e com os olhos saltando das orbitas. De seus aproximados 2 metros de altura podia enxergar claramente Simon, seu jantar, esgueirando em direção a uma porta atrás do  balcão. Um soco do big foot, o balcão vai a baixo. Simon está preso em uma pequena sala. Socos repetidos na porta… ela irá se quebrar a qualquer momento, e você sabe disso.

Guia do Apocalipse Zumbi: Martelo Calibre 12

Importante: Este Guia é uma obra de ficção e não deve ser experimentado em situações reais, salvo em casos de invasão, ameaça ou ataque de mortos-vivos.

Neste post do GAZ iremos ensinar como tornar um martelo comum em uma excelente arma para abrir a cabeça de zumbis ou até mesmo portas e cadeados.

Martelo Calibre 12

Itens necessários:

– Martelo;

– Cartuchos de Espingarda Calibre 12 (conhecida em games como Shotgun);

– Fita adesiva;

– Alfinete ou tachinhas metálicas (pode ser substituído).

O que fazer:

A ideia aqui é tornar o martelo em um dispositivo mortal, simplesmente por acoplar em sua ponta de impacto um cartucho de calibre 12.

Ao atingir uma superfície com força, o “Martelo Calibre 12” irá estourar a espoleta que fica na parte traseira da capsula, iniciando a explosão da polvora contida no cartucho, causando grande estrago no objeto ou zumbi que for atingido por essa “martelada fuck yeah”.

Passos:

– Coloque o martelo deitado em uma mesa ou chão e aproxime o cartucho da sua ponta de impacto.

– O cartucho deve ser colocado com a parte metálica para trás, voltado para a área de impacto do martelo.

– Se houver disponível, coloque uma tachinha ou um alfinete entre o martelo e o cartucho, com a ponta afiada exatamente no pequeno circulo que há no cartucho de 12. Ali é onde fica a espoleta que inicia a explosão. Caso não tenha uma tachinha ou alfinete, coloque algo pequeno e forte o suficiente para ajudar a romper a espoleta quando o martelo for batido. Caso não tenha nada em mãos, deixe sem nada mesmo. Tentar inventar moda aqui só vai atrapalhar e possivelmente impedir a explosão.

– Junte o cartucho a ponta de impacto do martelo com fita adesiva, garantindo que fique bem firme para que não solte quando o martelo for batido contra o alvo.

IMPORTANTE: A parte metálica do Cartucho tem de ficar em contato com a ponta de impacto do martelo, nunca virado do outro lado.

Acompanhe abaixo a continuação da história de Simon e também um vídeo que mostra o impacto causado por um “Martelo Calibre 12”

Simon sabia bem o que fazer. Mesmo com as mãos tremendo, conseguiu enrolar bem a fita adesiva na ponta do martelo. Deu uma boa olhada de lado para assegurar que o cartucho de shotgun estava preso ao martelo. Respirou fundo. Era questão de tempo. A porta rachou ao meio com o ultimo soco do zumbi, que com isso adentrou a sala tropeçando em direção ao rapaz. Era a deixa. De cabeça baixa, o Big Foot era alvo fácil. Simon esticou o braço, impulsionou o ombro num movimento quase olimpíco e martelou bem no meio da testa do morto vivo. O estouro quase ensurdeceu Simon. Sangue por toda a parede e nos pedaços da porta destruída. Não havia mais cabeça para esse Big Foot.

Martelo Calibre 12

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Por Rodrigo Florencio

Samara já estava correndo por mais de 40 minutos . Entre becos e ruas escuras, seu senso de direção indicava para seguir norte na avenida principal. Suas pernas já não aguentavam mais, e a cada esquina dezenas de mortos vivos notavam sua presença e iniciavam uma sinistra caminhada em sua direção. Finalmente uma luz ao longe iluminava a porta de metal de uma loja de armas. Samara já sentia-se melhor, a corrida valeu a pena.
De sua mochila a garota retira dois pequenos pedaços de metal e inicia, um tanto sem jeito, uma investida contra a pequena fechadura. Olhos arregalados, suor pingando da testa. Não havia tempo para limpa-lo. Eles estavam chegando. Passo a passo, gemendo e se atacando. Um estalo. Uma mão gangrenada quase alcança sua nuca. A porta se fecha mais rápido do que foi aberta. Suspiro.

Bem vindos ao GAZ – Guia do Apocalipse Zumbi! Neste primeiro post, ensinaremos a arte de abrir fechaduras! Isso mesmo, você aprenderá como usar Lock Picks para abrir fechaduras e cadeados no bom e velho estilo de Resident Evil 2 e Supernatural.

Para todo bom geek e sobrevivente do Apocalipse Zumbi, saber abrir cadeados e fechaduras pode ser uma habilidade indispensável, ainda mais em situação extremas como o fim da humanidade ou sua irmã presa no banheiro.

GAZ – Como abrir fechaduras – LockPick

Primeiramente, você irá precisar de 2 utensílios metálicos:

– O primeiro deverá ser parecido com uma chapinha de metal, fino o suficiente para entrar na parte baixa de uma fechadura, curvado para que não atrapalhe, mas forte o suficiente para gerar o movimento de “virada” da chave. Com uma boa área onde você possa segura-lo.

– O segundo é o utensilio que será inserido na fechadura, deverá ser fino e possuir uma espécie de gancho para poder empurrar os pinos da trava para cima. Chamarei de gancho para facilitar a postagem.

Com a base do lock pick inserida na parte baixa da fechadura, faça uma pequena pressão para esquerda (sentido horário) ou direita (anti-horário).

Insira o gancho e agora prepare-se para a parte sensível da coisa:

Entenda como a fechadura funciona, observando os itens da imagem acima:

Molas (azuis)

Pistões (Amarelos)

Key Pins (Vermelhos)

O segredo em uma fechadura são os KeyPins. Estes são únicos e diferem entre sí. A sua altura varia e encaixa com as ranhuras da chave. Note no próprio desenho acima que os keypins não são do mesmo tamanho, sendo assim, a ranhura da chave irá levantar os KeyPins na ordem e altura certas, travando os “pistões” acima da linha tracejada, abrindo a fechadura.

Sua tarefa:

Ao torcer um pouco a fechadura, você estará apto a procurar entre os KeyPins as dicas de abertura. Ou seja, a própria fechadura vai te indicar qual deles deve ser levantado primeiro. Você sentirá a pressão das molas empurrando os keypins de volta a medida que os empurra com o gancho. Tente sentir qual não apresenta pressão, ou que aparenta raspar dentro da fechadura. É uma arte, não há como dizer o que você deve notar, isso tende a tornar-se instintivo.

Sua missão é conseguir levantar os keypins com o gancho até acima da base da fechadura, um a um para que então você consiga girar a fechadura com a outra peça do lock pick.

Veja nos videos abaixo como funciona na prática!

Nos vemos no próximo post do GAZ!! Lembrem-se: Keep Running!

fonte: http://howto.wired.com/wiki/Pick_Locks


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