Overwatch ainda não está pronto para ser um Top E-sport?

Overwatch ainda não está pronto para ser um Top E-sport?

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As vésperas da grande final do torneio Última Arena, onde Brasil Gaming House e Keep Gaming irão se enfrentar buscando o melhor resultado de 5 partidas, um artigo publicado por Nathan Grayson no Kotaku me chamou a atenção, por seu conteúdo e título:
Overwatch ainda não está pronto para ser um Top E-sport?

Overwatch ainda não está pronto para ser um “Top E-sport”

Durante o artigo (leia na íntegra aqui), Grayson comenta que ao acompanhar as qualificatórias para o Overwatch Contenders (uma competição em fase de testes, criada pela própria Blizzard), pôde identificar uma grande dificuldade de tornar o jogo fácil de digerir e acompanhar para os espectadores.

Cores dos Times

Em toda partida é comum que a informação disponível em tela para o jogador seja apresentada em vermelho ou azul, identificando assim em qual time ele está. Grayson aponta que presenciou a mudança dessas cores ao final de rounds do torneio, o que contribui muito para confundir o espectador, que até então deveria lutar para decorar quem é quem.

O narrador e organizador de campeonatos Petar Neto, responsável pelo Última Arena, nos deu alguns insigths sobre essa queixa: “Basta conhecer o mínimo de criação de lobby dentro do Overwatch para saber que existem modos distintos e dependendo do mapa os times podem ou não mudar de lado. Um ajuste nisso seria muito bem vindo, porém não é tão impactante, basta ler o nome do time no placar”.

Câmera x Ação

Nesse item, ponto positivo para o Overwatch Contenders, que aplicou algumas dinâmicas próprias de uso do replay, onde aguardava-se o término de uma fight para então repetir um trecho com comentários em cima.

“Overwatch Contenders trás MUITA coisa boa e MUITA novidade, a necessidade de mostrar um free-cam atualmente ocorre principalmente pelo meta do jogo envolver composições de MUITA mobilidade, o que dificulta a camerâ captar todos os momentos durante uma TF. Em um passado próximo onde o meta era de Triple-Tanks era muito mais “parado” o jogo e consequentemente simples de mostrar para o público as melhores jogadas no momento correto.” comenta Petar Neto.

Mesmo assim, segundo Grayson, Overwatch é repleto de momentos onde “dá merda” e disputas por pontos ou até mesmo embates individuais podem se tornar confusos para quem não estiver totalmente concentrado durante a transmissão. Petar comenta de forma bem clara sobre:
“O estilo do jogo define essa dificuldade de assistir, existe uma grande quantidade de informações na tela do espectador? SIM! Porém isso faz parte do “core” do jogo, sem elas a partida não rola. Existem formas (que estão evoluindo) de melhorar como por exemplo os detalhes informados no kill-feed que ajudam o analista a explicar para as pessoas o que aconteceu em uma TF“.

Por que não seguir o exemplo de League Of Legends?
Durante algum tempo, apresentei Overwatch como um MOBA FPS para amigos, por falta de termo mais simples para explicá-lo. Eu dizia “é um FPS em time, onde você tem as vezes bases para tomar ou cargas pra escoltar, mas mistura MOBA porque você tem habilidades com cool-down e uma habilidade mestre que geralmente salva uma team fight“.

Claro que não é a melhor explicação, mas em dado momento o autor compara justamente a câmera isométrica de transmissões de League of Legends e DOTA2 com Overwatch. Esse tipo de câmera funciona muito bem em alguns momentos da transmissão, como quando um time se agrupa para atacar um ponto de controle ou numa grande team fight onde o payload está parado. Mas não pode ser a câmera principal ao meu ver.

Entender qualquer partida competitiva de um jogo vai exigir um mínimo de conhecimento do mesmo, mas pode ser que Overwatch exija conhecer um pouco a mais, isso é muito variável, vai depender de pessoa para pessoa.

Pesquisei um pouco sobre o autor e me parece que ele tem experiência de jogo, principalmente com a heroína alada Pharah, porém sinto que o texto tenta ser empático ao telespectador que não tem NENHUM conhecimento do jogo.

Fazendo uma analogia simples, soa como se a culpa por eu não entender o que está acontecendo em uma partida de Futebol Americano é da TV e não minha, que desconheço totalmente a mecânica e regras.Obviamente não podemos dizer que Overwatch está 100% pronto para se tornar um cenário top no esport global, mas qual jogo estava 100% pronto quando ingressaram na empreitada “esport”? A questão é que o FPS da Blizzard é um sucesso avassalador, na Coréia é unanimidade em outros países da Europa vem crescendo cada vez mais e nos EUA também.” conclui o criador do Última Arena.

– Confira a final do Última Arena neste sábado, 10 de Junho, a partir das 14hs.

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Equipe Geek Vox

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Doug Oliveira & Rodrigo Maroto. Os Geeks que dão voz ao Geek Vox!

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