Assassin’s Creed IV – Black Flag: Vocês estão prontas, crianças?

Assassin’s Creed IV – Black Flag: Vocês estão prontas, crianças?

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Não achei esse vídeo dublado, se alguém achar deixe aí nos comentários que eu edito aqui depois.
A legenda tem que ativar ali no vídeo, se quiserem é claro.

Olá, sou eu de novo! Como vocês puderam ler no título, hoje falaremos de jogo grande, o que me deu um pouco de receio em fazer esse review, mas vamos lá! Hoje falaremos de pirataria, mas não de jogos e sim de pirataria de verdade! Então peguem sua tripulação, seu navio e partiremos para o Caribe!

Sinopse:

O ano é 1715. Piratas governam o Caribe e estabeleceram sua própria República sem leis, onde corrupção, ganância e crueldade são comuns.
Entre esses bandidos está um jovem capitão impetuoso chamado Edward Kenway. Sua luta pela glória lhe rendeu o respeito de lendas como Barba Negra, mas também o colocou em uma guerra antiga entre Assassinos e Templários, uma guerra que pode destruir tudo o que os piratas têm construído.
Bem-vindo à Era de Ouro da pirataria.

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miniAssassin’s Creed – Black Flag é um jogo de Ação e Aventura, desenvolvido pela Ubisoft Montreal e distribuído pela própria Ubisoft. Como de costume dos Assassin’s Creeds a Ubisoft sempre melhora e inova de jogo para jogo da franquia e dessa vez não foi diferente, em palavras curtas e talvez não tão boas assim, podemos dizer que Black Flag é o que acontece quando Assassin’s Creed conhece Far Cry. Eles pegaram pontos fortes de Far Cry 3 e juntaram com Assassin’s Creed, por exemplo o sistema de criação de itens (que eu acho que já tinha no 3, mas eu não joguei o 3 ainda, então eu provavelmente falarei muita merda nesse post), você vai caçar animais e tirar o couro deles pra fazer itens para melhorar sua barra de vida, aumentar a quantidade de armas que você pode carregar, quantidade de balas que você pode carregar, esses tipos de coisa, tal como no Far Cry 3.

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Black Flag tem um mundo grande e muitas missões secundárias para você fazer, se você quiser fazer 100% do jogo, você vai levar um tempo, eu mesmo terminei o jogo com 72%, o resto era missões secundárias e itens escondidos que eu não peguei. As batalhas navais do jogo são sensacionais, você e sua tripulação navegando para onde quiser e quando quiser mar a dentro caçando Navios inimigos, atacando eles para invadi-los e depois saquear todas as mercadorias que tem nele. Conforme você ataca Navios inimigos, a sua notoriedade aumenta e faz com que caçadores de piratas venham atrás de você, já que sua cabeça tem uma recompensa grande. Quando você afunda um navio sem invadi-lo você saqueia só uma parte das mercadorias que tinham nele, mas quando você o inativa e depois o invade, saqueie toda a mercadoria. Após fazer isso, você tem opções do que fazer com o Navio deles: pode usá-lo para reparar o seu Navio, se você tiver com notoriedade alta; pode usar o Navio para abaixar o seu nível de notoriedade e fazer com que caçadores não te persigam; ou pode adicionar aquele navio a sua frota. Saqueando os Navios você consegue Açúcar, Rum, Madeira, Ferro e Tecido, que tirando Açúcar e Rum que só servem para vender e conseguir gold, Madeira, Tecido e Ferro. São úteis para você melhorar o seu Navio, adicionando mais canhões, melhorando o casco dele, esses tipos de coisa.

Materiais

A parte da pesca do jogo não vou dizer que é polêmica, até porque o jogo retrata bem como era naquela época: você sendo um capitão do Navio, tem que zelar pelos seus tripulantes e em alto-mar você não tem muita opção do que comer, então você sai para pescar tubarões e baleias. A caça não é automatizada como você já deve imaginar, então só lhe resta entrar em um barco com arpões e atirá-los no tubarão ou na baleia. O jogo não tem um sistema de alimentação para você ter que se preocupar, então a caça desses animais simboliza que você irá alimentar sua tripulação, mas na realidade a função é você conseguir couro de tubarão ou de baleia para fazer itens e até roupas.

Cuidado com o Greenpeace!

Cuidado com o Greenpeace!

Existem mapas de tesouros que você encontra em corpos mortos já em forma de caveira, que indicam uma coordenada aonde tem um tesouro, seja ele em Reales (unidade monetária do jogo) ou em Plantas de melhoramento de Elite para o seu Navio. Achei bem legal esse sistema, claro, quando o mapa é fácil de entender, porque tem alguns mapas que são muito difíceis para se encontrar o local.

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Você também poderá explorar locais embaixo d’água, de antigos naufrágios com tesouros que afundaram junto com o Navio. Dentre eles, tem um que eu acho bem legal e tem até um Easter Egg do que se pode dizer ser o Kraken.

Uma coisa que muitos jogadores reclamavam nos jogos anteriores era a parte do jogo que era fora do Animus (Animus é o simulador que você usa pra acessar as memórias do Desmond e viver o jogo). Nesse jogo, a Ubisoft diminuiu o tempo que você joga fora do Animus, maior parte do tempo você joga dentro dele.

Uma coisa que eu acho muito legal na série é que os personagens do jogo são personagens que realmente existiram: Barba Negra, Calico Jack, Mary Read, dentre outros; e eles morriam da mesma forma que morreram na realidade, então se você conhece história, provavelmente você vai saber algumas coisas que irão acontecer no jogo.

Calico Jack, Adéwalé, Edward Kenway, Barba Negra e um pirata qualquer.

Calico Jack, Adéwalé, Edward Kenway, Barba Negra e um pirata qualquer

Acho que jogos de mundo aberto tendem a ter uma maldição, os bugs, assim como Skyrim tem seus bugs, GTA, Saints Row, qualquer jogo de mundo aberto tende a ter bugs e com Black Flag não é diferente. Talvez eles já tenham até consertado os bugs através de atualizações, mas eles de fato existiram. Alguns faziam com que você não conseguisse continuar o jogo e tivesse que falhar na missão ou reiniciar a missão no último checkpoint, mas outros de fato faziam com que você desse boas risadas por serem muito engraçados. Enquanto eu jogava, presenciei alguns bugs, sendo eles um homem apanhando de um outro homem até então invisível, um cachimbo voador e falante e o meu Navio cair do céu ou surgir das profundezas do oceano misteriosamente. Mas esse último bug foi o de longe mais engraçado que já vi até agora, comigo só aconteceu metade dele, não da mesma forma que acontece no vídeo.

No geral o jogo é muito bom e muito bonito, o que me faz pensar o quão bonito vai estar quando sair para os consoles da próxima geração. E o jogo está totalmente localizado para o português brasileiro, não é aquele português com sotaque de gringo falando português, é português do Brasil mesmo. Claro que a dublagem é de época, não faria sentido nenhum o jogo se passar na era de ouro da pirataria com dialeto atual do século 21.
Eu também era contra a Ubisoft lançar um AC por ano, mas se todos eles estiverem no mesmo nível do Black Flag, tenho a dizer que eu aceitaria numa boa um por ano! 😀

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Equipe Geek Vox

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Doug Oliveira & Rodrigo Maroto. Os Geeks que dão voz ao Geek Vox!

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