“Drácula”: o mito, o homem e o livro!

“Drácula”: o mito, o homem e o livro!

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Olá, Geeks!

Na pegada das criaturas bizarras, mas revisitando clássicos… Vamos conhecer um pouco sobre Drácula? Em primeiro lugar: ele não brilha! Segunda observação: ele foi inspirado em um homem que realmente existiu. Ou seja, não foi o Bram Stoker que criou a lenda, apenas documentou como achou mais criativo.

Vlad_Tepes_coloured_drawing Passado o momento fofocas do século XIX, voltemos ao século XV rapidinho para falarmos de Vlad Tepes, ou Vlad III, o príncipe de Valáquia, nascido em Sighisoara, na Transilvânia. O começo do mito se deu quando seu pai, Vlad II, entrou para a “Ordem do Dragão”, uma ordem religiosa criada pelo imperador romano-germânico Sigismundo. Vlad II recebeu o apelido de Dracul por seus súditos, porque em latim “dragão” é “draco”. Então, Vlad III foi apelidado de “filho do dragão”, Draculea. Daí veio o mito que conhecemos como Drácula, especialmente desde que Bram Stoker escreveu seu livro, mas… de onde surgiu o vampiro nessa história?

O príncipe era bem enérgico nas guerras, sendo chamado de “Empalador” por seus inimigos. Declarou que matou quase 100 mil pessoas, e adorava fincá-las com uma lança, como se estivessem empaladas. Além de ter a mania de caçar pássaros e ratinhos para torturar, decapitar e esfolar – simpático, não? E lindo, veja o retrato ao lado.

A guerra entre húngaros e turcos teve muitas reviravoltas. Tanto que quando seu pai e seu irmão mais velho foram assassinados e Vlad III voltou, confundiram pai e filho por um tempo, aumentando as suspeitas de que ele era imortal por alguns que ouviam as histórias pela metade. Mais do que isso, quando Vlad III foi morto, cortaram sua cabeça e mandaram para o rei inimigo. Enterraram o resto de seu corpo, mas muito tempo depois quando foram escavar o local, não encontraram a ossada. A associação com vampiro veio dos métodos sanguinários do príncipe e todo o falatório de ser um morto vivo.

Bram Stoker, escritor irlandês, criou o enredo de “Drácula” em 1897, mas somente nomeou o vampiro depois de ler sobre a história de Vlad III. A história é contada por cartas dos personagens, nos permitindo saber vários pontos de vista.

livro-draculabram-Começamos conhecendo Jonathan Harker, um solicitador que vai até o Conde Drácula em seu castelo na Transilvânia (quase um chegue no fim do mundo e vire à esquerda) para acertar a compra de propriedades na Inglaterra. O dono da casa o manteve como prisioneiro, como bem imaginamos, para usá-lo de jantar por um bom tempo. A muito custo e enfrentando outras criaturas medonhas, Harker consegue fugir e voltar para Whitby.

Lá ele se encontra com sua noiva, Mina, e ela conduz a maior parte da história, contando depois como sua amiga, Lucy Westenra, contraiu uma misteriosa doença que deixou duas marcas em seu pescoço, provocava intensa prostração, e ela apenas se sentia disposta a sair durante a noite. O professor Abraham Van Helsing é chamado para vê-la, e ele desconfia logo do que realmente acontecia à Lucy, mas preferiu guardar para si em vez de ser chamado de louco. Enquanto isso fazia transfusões de sangue para ver se ela sobrevivia.

Após a vinda de Drácula para a cidade, uma guerra começa: eles tentaram aniquilar todas as criaturas que matavam crianças e qualquer um que se pusesse no caminho delas. Drácula é bastante violento, mas temos que compreender a época em que o livro foi escrito. Alguns detalhes ficam mais subentendidos do que o estilo tripas voando pela janela, mas ainda assim se entende o caos.

Mesmo sabendo do que se trata, demoramos a entender o que pode realmente acontecer com Lucy e o próprio Drácula. Como hoje em dia já existem tantas variações da lenda dos vampiros, há uma certa expectativa em saber como tudo isso se consolidou, qual é a versão original de como matar um vampiro, por exemplo, enfie uma estaca de madeira no peito, arranque a cabeça e enfie bastante alho na boca do morto vivo.

vh-3Achei muito interessante esse formato epistolar de contar uma história por cartas e diria que a presença de Van Helsing é um ponto a mais! Caçador de vampiros e monstros, muito bom e bem louco mesmo. Este realmente é um personagem de Bram Stoker.

O bom de ler um clássico é observar todos os desdobramentos que uma história ou personagem podem ter ao longo do tempo. Porque cada um encara o que lê de uma maneira, e traz essa inspiração para sua vida de uma forma. Por isso temos tantos livros, filmes e até quadrinhos e games inspirados nesta obra, que serviu de ponto de partida para muita viagem na maionese – boa ou ruim!

Até a próxima, geeks!

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Equipe Geek Vox

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Doug Oliveira & Rodrigo Maroto. Os Geeks que dão voz ao Geek Vox! OUÇA NOSSO PODCAST EM: http://geekvox.com.br/geek-vox/