Nostalgia: “História sem fim”

Nostalgia: “História sem fim”

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Olá, Geeks! Olá, pessoas que viveram o final dos anos 80 e começo dos anos 90!

Solta o play!

Quando você era criança e depois do almoço não queria tirar a soneca da tarde, podia viver a gloriosa hora de ver filme, a “Sessão da Tarde”! Se você foi desses que assistiu “A lagoa azul” zilhões de vezes, com certeza já viu “História sem fim”.

Baseado em um livro que também tem o nome de “História sem fim” (“Neverending history”) de Michael Ende, o filme foi escrito e dirigido por Wolfgang Petersen (“Tróia” – 2004), parando nas telinhas em 1984.

Polêmica: Ende processou a produção do filme, alegando que ele não estava à altura de seu livro, mas perdeu e só conseguiu tirar seu nome dos créditos. Apesar de todo esse melodrama o filme ficou bom. Não tão bom comparado ao livro, mas renderam boas horas de diversão para as crianças da época Lagoa Azul.

Pegue seu saco de pipoca, e lá vamos nós!

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Quem nunca quis achar o livro com o medalhão e ser levado para uma aventura montado em um cachorro gigante, conhecer um caracol de corrida, um morcego planador, um dragão da sorte, elfos, uma Imperatriz Menina, o valente guerreiro Atreyu e uma pedra ambulante chamada Come-Pedra? QUEM NUNCA?

Pois então, vamos falar de Bastian Baltasar Bux (Barret Oliver, “Frankenweenie – 1984”), um garoto sonhador que não tirava boas notas em matemática, era importunado pelo idiota da escola e perdera sua mãe. Um belo dia, ele se mete em uma briga na escola e claro, sai correndo, no meio do caminho entra em uma livraria e se esconde lá. Nessa livraria, Bastian encontra um livro: adivinha o nome? “História Sem Fim”. O dono da loja diz que ele não deveria ler o livro, mas claro que ele faz exatamente o contrário. A leitura do livro o transporta ao fantástico mundo de Fantasia, além de que tudo que ele lê vira realidade. A imperatriz que governa Fantasia está morrendo e, junto com ela, todo aquele mundo habitado por criaturas maravilhosas. Um jovem guerreiro é a única esperança para encontrar a cura para a doença da imperatriz e impedir que aquele mundo fosse engolido pelo “Nada“.

Imperatriz

Momento mais trágico da infância: se você não chorou quando o cavalo do Atreyu morreu, você não tem coração. Uma das cenas mais tristes do filme é o “Pântano da Tristeza“, horroroso, que engole o melhor amigo e companheiro do nosso herói. A cena representa o processo de crescimento das personagens e do (leia três vezes e rápido em voz alta) telespectador.

O melhor do filme é o Falkor e, para nossa surpresa, ele não é um cachorro, é um dragão! Quase no final do filme, quando Fantasia está um caos e quase sumiu dos universos, Falkor revela o que Bastian precisa fazer para que o Nada não consuma toda Fantasia e tudo volte ao normal. E claro! Bastian voa no cachorro/dragão/peludinho.

Os paralelos que encontramos no filme sobre a superação da perda, da morte e do medo estão representados em quase todos os cenários do filme.

Veja o filme aqui (dublado):

Não acabou não, também temos as sequências II e III da aventura, só que foi a primeira que marcou a super Sessão da Tarde! Acho que o VHS do Silvio tá até arranhado e desgastado.

Novidade: Para nossa surpresa e alegria, foi negociado um remake do filme! A produtora de Leonardo DiCaprio, Appian Way, entrou em negociação com a produtora Kennedy/Marshall Co. e a Warner Brothers. O produtor Frank Marshall revelou que o projeto acontecerá, mas sem prazo estipulado. Petersen não irá dirigir o remake e a Warner já está a procura de um substituto. #chamaeu

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Espero que tenha sido o primeiro de muitas nostalgias que pretendo fazer aqui. Claro que dependo da interatividade do senhor, querido leitor! Curta, compartilhe, comente e dê sugestões para os próximos! 

Até a próxima!

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Tainá Costa

Tainá Costa

Cinéfila de carteirinha, desde o tempo do Rei Leão, também designer e ilustradora. A resposta é sempre 42.