GEEKOLOGY – Kill Bill, a saga sangrenta de Black Mamba

GEEKOLOGY – Kill Bill, a saga sangrenta de Black Mamba

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É isso mesmo, geeks, voltamos com mais um Geekology (a série que vai deixando em arquivo o remember das obras clássicas do mundo nerd/geek/pop, contando com livros, filmes, games, personalidades e mais!) e o de hoje está jorrando sangue para tudo quanto é lado. Afinal, o que é falar de Tarantino sem tomar um jorro de sangue na cara, não é mesmo? Pois bem, preparem seus trajes amarelos com listras pretas, afiem suas katanas Hatori Hanzo e vamos que vamos!

Kill Bill é uma série de dois filmes baseada no personagem “The Bride”, criado por Quentin Tarantino, o cineasta, e Uma Thurman, a atriz. A ideia do personagem e do enredo surgiu durante as gravações do lendário Pulp Fiction (que fica para outro Geekology, recheado de amor). Para quem lembra daquela cena em que Mia conversa com Vincent no restaurante retrô sobre um episódio piloto que ela participou, bem, é lá que está a referência para Kill Bill. Para quem quiser conferir, em inglês, vai a cena inteira aí embaixo, onde o assunto bate com um “grupo mortal de garotas assassinas” em 1:55 e acaba em “minha personagem era a mulher mais mortal do mundo com uma lâmina” em 2:55. Mais mastigado que isso, só comida de velho, hein.

Elenco: Uma Thurman como Black Mamba, David Carradine como Bill, Daryl Hannah como Elle Driver, Lucy Liu como O’Ren Ishii, Vivica A. Fox como Vernita Green, Michael Madsen como Budd, Julie Dreyfus como Sophie, Chiaki Kuriyama como Gogo, Sonny Chiba como Hattori Hanzo, Gordon Liu como Pai Mei e uma pontinha do Samuel L. Jackson.

Os dois filmes contam a história de Black Mamba – uma assassina de sangue frio e habilidades nunca vistas pela sociedade dos assassinos, um talento inigualável para o derramamento de sangue. Esta mulher fatal deixa sua organização de criminosos, liderada por Bill (o mandante com o qual ela tinha um ardente caso de amor), por ter engravidado. Querendo uma vida melhor para seu bebê, ela foge, e vai se casar com um anônimo de fim de mundo, deixando que todos pensem que ela estava morta. Quando os assassinos a encontram, a matança é feia… Abatem a todos no casório e “A Noiva” toma um belo de um tiro na cabeça. Mamba não morre, e acorda 4 anos depois, saída de maneira brusca de um coma. Percebe que perdeu o bebê e tudo o que ela quer é vingança. A mais pura, doce, violenta e sanguinolenta vingança. E é onde começamos a nos apaixonar cada vez mais pela mulher mais fatal do mundo.

Começa então o primeiro filme. Com duração de 110 minutos, Tarantino consegue transformar a ação em arte, em conquista, em vislumbre e ouro! É visionário, atrevido, ousado, preciso, louco e artístico, mantendo linhas de pensamento rebuscadas e regadas em sangue. O tipo de coisa que hipnotiza o bom espectador nos primeiríssimos minutos. O estilo de filmagem característico do cineasta é algo que só é possível encontrar em suas obras (e, em especial, em Kill Bill). Usando de cortes bem feitos, enquadramentos diferentes do comum e um jogo de cores realmente inusitado, a produção vai te deixando cativado.

O olhar da morte

O primeiro alvo é Vernita, que já tem uma vida feita depois dos anos de assassina, e é a especialista em facas. Ela se mostra um desafio e tanto para Black Mamba, e a luta acaba sendo feia e pesada, já que a mulher tem uma filha, que acaba vendo a mãe em estado realmente traumático – Nicki, e esta criança é importante, já foi cogitada como personagem para um terceiro filme da série Kill Bill, indo atrás de vingança pela morte de sua mãe. Esperamos que seja verdade. Uma curiosidade legal sobre a cena: O cereal no qual Vernita esconde uma arma é criado por Tarantino, que além de ser um tarado por closes de pé, gosta de criar as marcas dos produtos usados nos filmes. Excêntrico, mas até aí, nenhuma novidade.

E então, o filme chega em sua saga principal: a obtenção de uma espada de Hatori Hanzo, o maior mestre espadachim de todos, feitor das lâminas mais mortais do mundo… E mentor de Bill, a quem Mamba persegue com obstinação e sangue nos olhos. Depois de cenas belíssimas de interação entra a cultura americana e a japonesa, e as duas artes de matar, Mamba vai a caminho de O’Ren Ishii – uma das assassinas, interpretada MUITO BEM por Lucy Liu. Entra em cena um anime esplêndido, que conta a história da mestiça, líder da máfia japonesa. E dói o coração saber que o anime é exclusivo do filme, e não existe em capítulos para baixarmos, porquê é de uma arte e execução de deixar baba escorrer da boca.

Chega a cena do confronto das duas e eis uma das cenas mais épicas do mundo dos filmes de ação. O derramamento de sangue dá a ideia de exagero e um quê de cômico também, para passar a ideia de uma HQ, colorida, intensa. Aqui vai uma observação: A luta com espadas não é algo fluído, mas compensa… Acho realmente raro ver atores que não são mestres da espada interpretando tão bem quanto estas duas numa luta tão carregada de expectativa.

Fica aqui uma sequência do filme (não recomendada para quem ainda não viu), de 10 minutos, talvez do embate mais tenso da saga. Aí vai da opinião de cada um, é claro. Mas é de chorar sangue, com o perdão do spoiler, rs.

Não vamos falar muito sobre o fim do filme, mas acho que já é hora de seguir para a continuação da saga.

Com 137 minutos, o volume dois de Kill Bill é ainda mais intenso que o primeiro, e ainda mais recheado de batalhas épicas. Budd, o irmão de Bill, é o primeiro alvo e, para chegar até ele, toda uma lenda vai tomando rumo. É tempo de mostrar um pouco mais sobre nossa amada assassina e sua história, pois os rivais vão ficando cada vez mais pessoais. É quase como uma jornada ao coração da vingadora. O treinamento com Pai  Mei, imortalizado como um dos maiores mestres do mundo do combate fictício, é algo lindo de se ver, embora sofrido. A vingança contra Budd leva Mamba à uma outra rival, e esta é a verdadeira cobra da história: Elle Driver. A loira fatal invejosa e cruel que todo filme de ação tem que ter. Empunhando espadas Hatori Hanzo, o embate é uma das cenas mais empolgantes. É tempo, então, de matar Bill. O nome de Mamba vem a tona e, com isto, a matança fica ainda mais pessoal – A trama mostra segredos que não sabíamos, e que mudam o rumo da história, assim como mudam a nossa personagem. O embate com Bill se mostra mais emocional que físico e, ainda assim, rola luta e expectativa, não deixando nem um pouco a desejar. O fim do filme é algo que mexe com o espectador por dentro, imbuído de uma trilha sonora espetacular.

A trilha do primeiro filme consegue ser bem melhor e mais catching do que a do segundo filme, e fica mais que recomendada para ser baixada e escutada no aleatório do ipod. Que jogue a primeira pedra quem já assistiu o filme e nunca se pegou assoviando a primeira música? Para quem preferir, fica aí a passagem pelo youtube na trilha, pra deixar um gostinho de quero mais:

Curtiu o post de hoje sobre Kill Bill? Conte mais curiosidades, compartilhe a sua opinião, deixe sugestões para o próximo Geekology! Quer um pouco mais da obra? Aqui no Geek Vox já rolou até galeria de fotos do backstage da produção, confere aqui no link.

 

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Marina Ciavatta

Marina Ciavatta

Mestre pokemon, seu tipo preferido é psíquico e dragão. Gamer que tem medo de jogar Resident Evil, mas ruleia Rock Band com a guitarra nas costas. Viciada declarada em Age Of Empires, só usa cheats no The Sims Medieval. Pertence ao lado negro, mas paga um pau para os jedis. Discípula de Gandalf, o branco, e de Odin. A estagiária do Geek Vox só é jornalista mesmo nas horas vagas